O PORTAL EM MOVIMENTO
Minha Velha Grajaú
124 leituras

Por Suprecílio Barros**

 

Ah! minha velha Grajaú,

 

sou aquele menino franzino

 

que cresceu brincando em tuas Ruas

 

de pedra,

 

em tuas ladeiras;

 

guiando-se pelas batidas

do relógio da Matriz;

 

que cresceu banhando nas águas doces

 

Daquele que te concedeu a Graça:

 

Como era bom pular da velha Ponte de Madeira!...

 

Ah! minha velha Grajaú,

 

hoje os Ventos são outros:

 

o tempo passou voando

 

e levou consigo o teu Sossego,

 

as tuas noites pacatas,

 

as conversas de porta de rua,

 

a tua Alegria.

 

Ah! minha velha Grajaú,

 

agora o Medo te assola,

 

a Tristeza de contamina

 

e a Paz é um ideal distante!

 

Ah! minha velha Grajaú,

 

Bons tempos aqueles

 

Que não voltam mais!

 

 

**Suprecílio Barros é filho de Grajaú, formado em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB, cronista e poeta.