Por Suprecílio Barros**
Ah! minha velha Grajaú,
sou aquele menino franzino
que cresceu brincando em tuas Ruas
de pedra,
em tuas ladeiras;
guiando-se pelas batidas
do relógio da Matriz;
que cresceu banhando nas águas doces
Daquele que te concedeu a Graça:
Como era bom pular da velha Ponte de Madeira!...
Ah! minha velha Grajaú,
hoje os Ventos são outros:
o tempo passou voando
e levou consigo o teu Sossego,
as tuas noites pacatas,
as conversas de porta de rua,
a tua Alegria.
Ah! minha velha Grajaú,
agora o Medo te assola,
a Tristeza de contamina
e a Paz é um ideal distante!
Ah! minha velha Grajaú,
Bons tempos aqueles
Que não voltam mais!
**Suprecílio Barros é filho de Grajaú, formado em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB, cronista e poeta.