Por Suprecílio Barros**
À minha amada Mãe, Iolanda - saudade eterna!
Quando o sopro divino
Despertou-me para o Mundo,
De perto contemplei a magia
Da minha linda Estrela-Guia:
Reluzia intensamente no azul de anil
Da minha doce inocência!
Fui crescendo,
E, aos poucos, fiz-me um peregrino
No tumultuado Saara da Vida,
Sempre com minha Estrela me guiando,
Protegendo-me e me amando!
Já era um homem,
Mas minha Estrela ainda me tinha como menino,
Enquanto eu a tinha como meu Porto Seguro,
Onde não tinha medo das tormentas da vida!
Infelizmente, num feio dia,
A minha linda Estrela partiu...
E um nimbo de tristeza cobriu
O céu de anil no qual brilhava.
Ah! minha doce Estrela,
Como era bom sentir a tua presença,
O teu calor, a tua áurea, o teu amor!
Como queria agora ser Cronos!
Retroceder no tempo
E poder sentir, por um segundo,
O teu cheiro, o teu brilho e o teu calor!
Mas não sou!
A mim só me resta te ter nas lembranças,
Sentir-te no sabor agridoce da saudade,
E te dizer que sempre te amei
E sempre irei te amar!
**Suprecílio Barros é filho de Grajaú, formado em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB, cronista e poeta.