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Grajaú e as eleições 2010
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*Fúlvio Costa

 

    Mais um ano de eleições. O Brasil inteiro já começa a olhar as figuras que passam a brotar no panorama do oportunismo e na cena que pode mudar nossos futuros.  Em outubro, Grajaú também é convocado a eleger seus novos representantes no quadro político estadual e federal. Vamos às urnas para votar em deputados estadual e federal, governador, senador e o presidente da República.

 

    Esta eleição trata-se de um momento difícil, de fazermos escolhas acuradas para que não nos arrempedermos depois. Diferente da eleição de 2008, a qual só votamos para mudar o legislativo e executivo municipal, desta vez temos uma responsabilidade maior. Estaremos mudando para melhor ou pior o futuro deste estado, penúltimo da federação brasileira, e os rumos do país.

 

A responsabilidade começa pelo cenário regional

    Grajaú tem um papel importante nessa eleição. Se conseguir lançar um bom candidato a deputado estadual, o que é pouco provável, o município pode voltar a exercer o papel de líder regional no centro do estado. Título este perdido há tempos para a vizinha Barra do Corda, que tem o deputado Rigo Teles, que todos os anos vem aqui em Grajaú buscar seus votos, como de costume.Eleger um parlamentar estadual grajauense será importante para que o município consiga alavancar muitos  setores praticamente estagnados na região, entre eles, o desenvolvimento da indústria e empresarial.

 

Estadual

    No cenário estadual, o município deve votar pela continuação dos 40 anos da família Sarney no Maranhão, que em Grajaú deverá ser alavancada pelo atual prefeito e aliado dos Sarneys, Mercial Arruda (DEM), ou pela mudança para um governo renovado, principiante na gestão dessa província, que tenha como principal meta tirar o Maranhão da penúltima colocação, em desenvolvimento, na federação brasileira. Um político interessante que tem acenado para a mudança é o deputado federal Flávio Dino (PC do B). Em Grajaú, a candidata a prefeita em 2008, Simone Limeira (PC do B), deverá subir em palanques para puxar algumas centenas de votos para o amigo, na Região. No cenário político, Dino tem se reservado e evitado a Família Sarney. Até mesmo durante a última visita do presidente Lula a São Luís, o congressista fez questão de não aparecer ao lado de Lula e Roseana. Será que foi para não borrar sua imagem e continuar afastado dessas figuras (Digo, Sarneys)? -  o que dizer da oferta de vaga no Senado Federal para um político de esquerda? Pois é. Ela tentou puxar Dino para essa tentação, com o objetivo de tirá-lo da disputa, mas ele não aceitou. Quem abocanhou a vaga sem pensar duas vezes foi o deputado federal Washington Luis (PT-MA), quem diria, hein, Washington? Vamos aguardar para ver quais outras opções ainda poderão surgir para o difícil cargo de governo desta esquecida província.

 

Nacional

    No Senado, teremos a chance de renovarmos dois terços da Casa, ou seja, um total de 54 senadores devem encerrar suas atividades até o mês de fevereiro de 2011. Do Maranhão, concluem mandato: Lobão Filho (PMDB-MA), suplente de Edison Lobão; e Mauro Fecury (PMDB-MA). Teremos a chance de dizer se queremos Lobinho no poder, fato que não tivemos oportunidade de dizer, uma vez que ele entrou pelo meio nada democrático (suplente) para ocupar cargo tão importante no Parlamento, no lugar do pai, ou se queremos renovar esse cenário. Outro é Fecury, figura remota que pouco se vê falar por essas bandas do Maranhão. A não ser em cartazes em tempos de eleições, com seu retrato estampado, pedindo "vote em mim".

 

    Não muito longe dali (Congresso), a presidência da República vai muito bem, obrigado. Isso é o que revelam as inúmeras pesquisas que apontam a alta popularidade de Lula. E não é apenas no país. Ele já ganhou prêmio da Unesco, Prêmio Internacional de Combate à Pedofilia; de Homem do Ano, em 2009, pelo jornal Le Monde, de conduta democrática, nos Estados Unidos, entre outros. Mas, o que vem agora, depois do Filho do Brasil é a criticada chefe da Casa Civil e presidenciável, Dilma Rousseff, conhecida pela dureza [firmeza] nas palavras e na postura; o carisma de Lula deve dar um empurraozão na campanha de Dilma. No páreo, também estão José Serra, Ciro Gomes, Marina Silva. Nada de novo, porém. Não temos um candidato que apostemos em renovação. Não. Não haverá grandes mudanças no país. No máximo, arrisco dizer que Marina pode criar nova via para as causas ambientais, mas nada de estraordinário. Serra tem decaído com as chuvas que vêm devastando São Paulo, Ciro, por sua vez, também terá chance de mostrar que consegue governar o Brasil, mas o máximo que ele poderá fazer, caso ganhe as eleições, será conservar os programas sociais de Lula. Dilma ainda é incógnita nesse cenário. Mas façam suas apostas.

 

*Fúlvio Costa é jornalista profissional