Mesa de vizinhos

Da mesa de vizinhos eu tirei uma lição: o mais importante é a união. Não importa onde você mora, onde você está.

Postado em 25/10/2010 às 16:35

Foi numa noite de quinta-feira, mais precisamente no dia 21 de outubro de 2010, que pela primeira vez me sentei ao redor de amigos de Barra do Corda, para conversarmos sobre os mais variados assuntos. Antônio Rosa (Totó), Heider Moraes (editor do Jornal On-line Turma da Barra) e Francisco Brito (poeta barra-cordense) foram as ilustres figuras que me convidaram para a prosa.

Há quase 1.500 quilômetros de distância de casa (Maranhão), se formou ali, no Guará II (DF) a mesa de vizinhos. O nome do bar é convidativo: Traíra sem Espinha. Mais um motivo para a reunião dos maranhenses, “peixe de casa”, lembrei. A lua brilhava, bela, e o poeta Brito logo deu fé: “A lua em Brasília, que linda”. Para ele tudo era novidade, pois há 12 anos não pisava no Planalto Central – terra que também foi sua nas décadas de 1970 e 1980 quando aqui morou. Sentia-se um visitante, da mesma forma que nós, maranhenses longínquos nos sentimos ao chegar à terra natal.

Naquela mesa, papo vai papo vem, falamos de Grajaú e Barra do Corda, carnaval, desenvolvimento, maranhenses longe de casa. Foi quando foi cedido espaço para os quatro discursarem sobre o que representava aquele momento. O poeta falou de amizade, dos 30 anos que se passaram desde que conheceu Totó e Moraes. Falou também da oportunidade em conhecer este jovem jornalista grajauense, Fúlvio Costa, e de como é bom sentar-se entre amigos e falar de vida, em todas as suas etapas.

O jornalista barra cordense, por sua vez, falou do ofício. Suas palavras, mais uma vez, foram para mim um aula. Ele disse da importância e dificuldades impostas em se fazer jornalismo, de como os sites Turma da Barra e Grajaú de Fato podem contribuir para o desenvolvimento local e regional e o mais importante: não abandonar o ofício. Conhecedor desta figura há pouco menos de 4 anos, eu comecei a me emocionar dali. Porque desde 2007, quando o conheci, ele sempre foi um entusiasta da notícia e do fato que transforma a realidade social. Já bastou para me correr dos olhos as lágrimas, pois como ele, eu também sou um apaixonado pelos ofício.

Totó, o mais alegre e extrovertido da turma, também falou bonito. Amizade foi seu foco. Suas palavras também foram mais um toque para emocionar todos à mesa, inclusive eu. Ele é daquelas figuras que parece que você conhece há tempos, mas na verdade eu o conheci ali.

Eu, brindado pela companhia dos ‘vizinhos-mais’ em tudo: mais experientes, mais vividos, mais velhos, em todos os aspectos, não resisti e deixei as lágrimas descerem ao rosto. Porque aquela foi uma noite especial para a comunicação que, desde que entrou na minha vida, tem me possibilitado alçar novos voos e conhecer bons amigos.

Da mesa de vizinhos eu tirei uma lição: o mais importante é a união. Não importa onde você mora, onde você está. A humanidade só vive bem se estiver unida em prol da comunidade. O poeta barra-cordense, quando morou em Brasília, fez seu trabalho pela colônia barra-cordense através do teatro, uma de suas paixões. Moraes, editor do Turma da Barra, sempre cuidou de divulgar ao mundo o que, quem, quando, onde, como e por quê está a colônia barra-cordense. E Totó, é o festeiro da turma. O responsável por organizar as farras da colônia onde quer que elas aconteçam, seja no Maranhão ou no Distrito Federal. Farras que significam o apertar do laço comunal.

Daquela mesa de vizinhos ficou a amizade e a reafirmação do nosso amor pelo Maranhão e por uma terra melhor para todos os seus.

Foto. Da esquerda para a direita: Heider Moraes, Francisco Brito, Fúlvio Costa e Totó Rosa
 

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Fúlvio Costa

Grajauense e jornalista profissional. MTB/DF 8674. Pós-graduando em Gestão da Comunicação nas Organizações. Meu blog www.blogdofulviocosta.blogspot.com

Comentários

  • Nome: jailson soares dantas

    Site/Blog: http://gmail.com/

    Parabéns, Fúlvio é assim mesmo que se faz amigos! Fazer amigos é como abrir uma poupança no banco do coração.Abração,

  • Nome: Francisco Brito

    Amigo Fúlvio, As lágrimas que você descreve, e, das quais fui testemunha ocular, não foram somente um estado físico de lacrimação, mas, incontestavelmente foram jorradas no mais profundo de nossa alma.Reguemos então, a nossa amizade, para colhermos em breve tempo profícuos frutos!Saudações maranhenses! Francisco Brito

  • Nome: Heider Moraes

    Caríssimo Fúlvio,A tua emoção ao discursar, as tuas lágrimas chamando-nos a atenção para aquele particular momento, saiba que também sensibilizou a todos nós que estávamos presentes (Poeta Brito, Totó Rosa e esse mau escrevinhador). Tem mais: ainda bem que de maneira aberta e desapaixonada você escreve esse belo texto para quem sabe a história registrar, que você teve aquele momento de êxtase e, sobretudo, foi um belo momento. Não posso esquecer também da sua confidência ao dizer que gostaria muito que a turma de Grajaú em Brasília fizesse também esse tipo de reunião para falar de trivialidade, de amizade, do torrão natal. Anote aí: essa reunião mais cedo ou mais tarde vai acontecer. Tudo depende de uma decisão que é nossa, minha e tua. Então, vamos marcar?!...Abraços, caro jornalista.

  • Nome: Robson Freedman(irmão Brito)

    Fúlvio parabéns, você foi muito feliz em se posionar como uma pessoa que gosta de prezar uma boa amizade, eu que também gosto de sempre está me reunindo com amigos,gostei muito desses encontros de vocês . Em virtude de alguns compromissos,como meu trabalho secular por exemplo, eu tenho me afastado dos meus amigos maranhences, em particular os cordinos, mas com esta vinda do meu irmão Brito, eu vou me esforçar em está mais em contatos com os meus amigos conterrâneos, vou está mais em evidência, um grande abraço.

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